Por Marcionei Miguel da Silva
Marcha de sangue de suor e lágrima
Extermínio de sonhos juventude e paz
Construção de torres desertos e pedras
Silêncio breve sono sem volta perda.
Sociedade calada covarde sem rosto
Armas sem liberdade avessa ao diálogo
Companheiro sem pão faminto e só
Família de costas pro sino do amor.
Política azeda sem força sem ética
Políticos sem cultura sem lei sem documento
Cidadania podre escola pichada casas vazias
Ruas marcadas pelo rasto da invasão: alucinação.
Poder distinção força e imposição na contramão
Palco sem platéia suspiro vitória e fuga outra vez.
Morte que chega vida que vai bala que falta
Mas a vida também some quando o trabalho não vem.
Economia de boteco da China e do Paraguai
Economia brasileira força negra Tupi Guarani
Gingado ciranda berimbau violão e flauta
Somos simples somos gente somos latino americanos
Nossas matas não reinam mais aprenderam a matar tudo
Nossos jovens ainda brilham mas são mal amados
Exterminaram os jovens o futuro a nação
Mataram as referências do trabalho e da educação
Nunca é tarde pra dizer quanto é lindo amar de novo
Acreditar no dom da vida no abraço na partilha
Rompemos o cordel quebramos as regras
O que importa é a marcha pouco importa como cantam.
Teu canto é a tua vida tua voz o nosso hino teu rosto nossa bandeira
Teu sorriso nossa esperança teu olhar nossa alegria tua fala nossa comunhão
Teu querer nosso desafio tua luta nossa teimosia e teus versos nossa poesia
Tua pergunta a nossa pesquisa tua resposta a nossa pergunta e o nosso orgulho
Assim se faz a vida: com perguntas respostas poemas marchas e canções
Assim se vence a dor: com coragem ousadia fé e determinação
Assim se faz a marcha: em grupo em sintonia num só canto de emoção
Assim se faz os sonhos: olhando pra frente agarrado à história e firmes na decisão.
Poesia que participa do Festival de Música e Poesia da Pastoral da Juventude do Brasil - A COR DA JUVENTUDE
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