16 de julho de 2011

Os Mistérios e as Cruzes


“É bom olhar para trás e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente, é bom nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir, cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente…”
Nando Reis

Estava pensando que seria importante falar nesse edição de toda a juventude trabalhadora, que suando e sonhando, projetam a felicidade. No entanto, sei que outros textos sobre essa dinâmica vão aparecer. Por isso quero escrever nesse breve espaço sobre a cruz. É isso mesmo gurizada, sobre a Cruz! Tem algumas propagandas circulando por aí e pedindo para todos nós ‘vivermos o lado bom da vida’. Viver o lado bom é deixar de lado as cruzes, as dificuldades, negando-as.

No nosso dia-a-dia, a cruz vai adquirindo seu sentido mais profundo. Não há vida sem cruzes. Às vezes sonhamos com trabalho fácil, sem força, sem incômodo e, diante do inesperado, o trabalho se torna uma cruz. Querer viver somente o lado ‘bom’ faz com que não estejamos preparados a assumir a transformação dos problemas, também sociais, que existem…

Carregar a cruz, gurizada, é assumir com radicalidade o cotidiano, agindo, falando, olhando, cantando… e também sendo perseguido por causa dos nossos projetos de vida. Não podemos nos entregar ao peso da cruz, mas também não podemos negá-la.

Para a realidade juvenil uma das maiores cruzes é o ‘não estar empregado’. Essa situação pode ser devastadora na expectativa de futuro e de presente para a juventude, inviabilizando sonhos e projetos por ficarem à margem dos espaços de sociabilidade.
Gurizada, não podemos negar nossa situação de cruz. Nem Jesus a negou. Enfrentou com suor e sangue. A ressurreição que ainda vibramos faz perceber que a cruz não tem a última palavra, mas a vida. E é pela vida que enfrentamos esse mundo injusto, querendo sua transformação.

Maicon André Malacarne
Assessor da Pastoral da Juventude da Diocese de Erexim
Fonte: http://trilhasecomunica.wordpress.com/

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