Ao raiar do primeiro dia de verão, coisa rara por aqueles tempos, ela olhou para si mesmo e viu que ali, naquele lugar, residia uma vencedora.
Alguém que tinha muitas mazelas, defeitos e casos mal resolvidos, mas acima de tudo, existia uma pessoa que por mais que tentasse, não conseguia se livrar do encanto que o horizonte, numa última réstia de um raio de sol, jogou em seu rosto.
E sem abrir mão de nada; nem de suas amizades erradas e nem de seus sapatos sujos, ela pôs seu rosto ao vento, assim: um pé depois do outro e não é tão fácil como parece!
Caminhou, não nas estradas que não levam alugar algum, mas trilhou seu próprio caminho.
E foi andando sem se preocupar com o que ficava para traz, pois nenhuma placa que ela via apontava para seus sonhos. E mais nada disso importava, pois, nenhuma luz das rotas vizinhas, deixava claro o objetivo de quem às observava.
A façanha não estava em chegar ao final, mas sim em como se caminhou. Era o que a motivava a continuar, mesmo sozinha. Ela não caminhava para observar sua sombra, caminhava para ter a oportunidade de dar o próximo passo melhor que o anterior. Utopia, isso é o que faz a terra girar e mundo tremer.
Mostra para mim onde você se esconde, a quem você confia o seu sono, me deixe ver o que te faz sonhar.
E mais uma vez ela se viu vitoriosa, não por ter chego ao final, mesmo porque ela amava caminhar, mas por nunca ter deixado de olhar para horizonte.
E ainda hoje muitas pessoas a veem mais poucos a reconhecem.
Autor: Presley A. S. Lucena
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